Canhoneira Faro

Canhoneira Faro adquirida em 1878 em Inglaterra serviu na Armada até 27 de Fevereiro de 1912 data em que se perdeu por afundamento à frente da Barra de Alvor.
in "Navios de Guerra Portugueses por Luís Filipe Silva"
Imagem Blue Edge - IST - Fotos Pedro Caleja - Augusto Salgado@subnauta
Bandeira: Portugal
Tipo: Canhoneira
Propulsão: 1 máquina vapor de 200 H.P. - 1 Veio
Casco: Aço
Arqueação: 136 Toneladas
Comprimento: 27 metros
Boca: 4,7 metros
Altura: 2,28 metros
Velocidade: 10,4 nós
Guarnição: 27 homens
Construtor: London - UK
Data de lançamento: 1878
Naufrágio
Carga: sem carga
Local: Frente à Barra de Alvor
Profundidade: 14 a 16 metros
Estado:

Do naufrágio da Canhoneira Faro dizia o Capitão do Porto de Portimão ao Ministro da Marinha (in o "Occidente" de 10 de Março de 1912): "Canhoneira Faro veio ontem aqui buscar o ministro inglês e comitiva para digressão a Sagres, saindo daqui acompanhado pelo cônsul inglês e o capitão do porto.

A canhoneira foi até Sagres, fundeou e desembarcou-se, voltando todos para bordo e largando pelas cinco horas para Lagos, onde desembarcaram todos os que não pertenciam à guarnição do navio.

Em seguido a Faro seguiu para Faro, mas quando passava pelo través de Alvor, cerca das sete horas da tarde, abalroou com o vapor Josefine, da praça de Lagos, que havia saído de Portimão tempo antes.

Como Josefine fosse de proa contra a amura de bombordo da Faro, fez-lhe um rombo por onde entrou água em quantidade, não dando mais tempo do que para arriar as duas embarcações, onde a guarnição veio para terra, vindo também o comandante Henrique Matzner, mas este, devido a congestão, faleceu ao chegar a terra. Reconheceu-se faltarem o imediato Guimarães Marques, maquinista contratado Francisco Maria Antunes, primeiro contra-mestre Higino Tomás António e grumete José de Roma, dos quais não há notícia.

Logo que tive conhecimento do desastre, segui para Alvor, mandando outra vez ao mar uma das duas baleeiras que tinham trazido a guarnição, afim de verificar se não haveria mais algum naufrago. A baleeira dirigiu-se a uma luz que reconheceu ser do Josefine, o qual já estava a reboque do vapor Colombo, que tinha um rombo à proa, mas flutuava, devido ao compartimento estanque.

A canhoneira flutuou apenas dez minutos depois do rombo, submergindo-se e ficando apenas com metade dos mastaréus fora de água. A catástrofe foi a meia milha da terra e com uma profundidade de nove braças."

 

  • Mapa Novo

1130x100 novo footer grey 3 

  

SUBNAUTA – Comércio e Aluguer de Embarcações e Artigos Náuticos, SA
Rua Eng. José Bívar Edificio Scorpius - Loja B 8500-806  Portimão,  Algarve,  Portugal.
  info@subnauta.pt | Tel.: +351 93 557 7001 | +351 93 557 7002 | www.subnauta.pt

© Copyright 2015 SUBNAUTA – Comércio e Aluguer de Embarcações e Artigos Náuticos, SA  | Todos os direitos reservados