FaroA

O sítio FaroA (assim denominado por se encontrar ao largo da Ilha de Faro e por a sua identidade ser desconhecida) encontra-se a cerca de 20 m de profundidade e é composto por um conjunto de estruturas (barras de ferro fortemente concressionadas e peças de artilharia) dispostas numa mancha com 19 metros de comprimento por 8 metros de largura.
Bandeira: Inglaterra ou Províncias Unidas (Holanda)
Tipo: Mercante/Guerra
Propulsão: Vela
Casco: Madeira
Arqueação: Desconhecida
Comprimento: Desconhecida
Boca: Desconhecida
Altura: Desconhecida
Velocidade: Desconhecida
Guarnição: Desconhecida
Construtor: Desconhecida
Data de lançamento: Desconhecida
Naufrágio
Carga: Lingotes e artilharia em ferro
Local: Ao largo da Ilha de Faro
Profundidade: 18 a 20 metros
Estado:

No início da primavera de 1693, uma grande frota anglo-holandesa de mais de 200 velas com destino ao mediterrâneo encontrava-se em preparação nos portos ingleses.Essa grande frota foi denominada de comboio de Esmirna.

Depois da batalha de La Hogue em 1692, a marinha francesa, derrotada, dedicou-se a uma guerra de corso contra os navios e portos de comércio dos países que compunham a "Grande Aliança".

Para proteger o comboio, a frota aliada, comandada pelo Vice-Almirante George Rooke, dispunha de 13 navios de linha (8 ingleses e 5 holandeses) e diversos navios auxiliares. Luís XIV por seu lado, ordenou ao Almirante Tourville que preparasse uma emboscada ao comboio antes que este passasse o estreito de Gibraltar.

Para o efeito, a frota francesa contava com 70 navios de linha e auxiliares, totalizando cerca de 100 navios. Esta frota aguardou a frota aliada na baía de Lagos (Algarve-Portugal). No dia 27 de Junho o Vice-Almirante Rooke, apanhado de surpresa, não pôde evitar a batalha e mandou dispersar a frota. Dois navios de linha holandeses de 64 canhões, o Zeeland e o Wapen va Medemblik avançaram para a frota francesa de modo a permitir a fuga da restante frota.

O Almirante Tourville haveria de reconhecer a importância deste movimento quando perguntou aos dois capitães holandeses feitos prisioneiros se eram "homens ou demónios". O resultado final foi a perda de mais de 90 navios da frota aliada, entre os que foram capturados, afundados, ou incendiados.

Os franceses conseguiram manter o mediterrâneo fechado aos ingleses por mais algum tempo e o saque dos navios capturados resultou num lucro de 30 milhões de libras. Todos os indícios materiais levam a crer que o naufrágio FaroA é um dos navios britânicos perdidos no decorrer desta batalha, ainda que não tenha sido possível descobrir a sua identidade.

 

O sítio FaroA (assim denominado por se encontrar ao largo da Ilha de Faro e por a sua identidade ser desconhecida) encontra-se a cerca de 20 m de profundidade e é composto por um conjunto de estruturas (barras de ferro fortemente concressionadas e peças de artilharia) dispostas numa mancha com 19 metros de comprimento por 8 metros de largura.

A Oeste desta mancha principal jazem mais de uma dezena de canhões de ferro, certamente perdidos enquanto o navio adornado, e possivelmente em chamas, se afundava.

Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos desde o ano 2000 pelo arqueólogo Jean-Yves Blot, com o auxílio dos achadores, voluntários e arqueólogos do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), permitiram recuperar alguns artefactos (pratos de estanho e fragmentos de um cachimbo em cerâmica) e contabilizar quase duas dezenas de canhões.

O estudo desses artefactos e a datação por rádio carbono (C14) de madeira encontrada por debaixo de um dos canhões forneceu um intervalo cronológico compatível com uma das grandes batalhas navais do séc. XVII.

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